O que você quer ser quando envelhecer?

12 de março de 2020 - Planejamento Estratégico Pessoal, Plano de Vida

O que você quer ser quando envelhecer?

Muitas vezes, perguntaram para nós: “O que você quer ser quando crescer?”. Igualmente, outras tantas vezes nós mesmos devemos ter feito a mesma pergunta. 🧒

No entanto, a pergunta  “O que você quer ser quando envelhecer?”, até alguns anos atrás, era pouco frequente, dando a impressão de que para aquilo que chamamos de “terceira idade” não se deve perder tempo fazendo planos. 👴

A principal razão desta situação pode ser encontrada quando se analisa a evolução da longevidade.

De acordo com dados do IBGE, o brasileiro que nascia em 1940 vivia, em média, 45,5 anos; em 1970, 57,6 anos; a partir de 2015, chega-se a mais de 75 anos. 

Por outro lado, o aumento da idade média foi de 3,5 nos últimos 10 anos. O brasileiro nascido em 2006 tinha a expectativa de viver 72,3 anos; o número passou para 75,8, em 2016, e para 76,0, em 2017, o que corresponde a um aumento de 3 meses e 11 dias nesses dois últimos anos.

O gráfico seguinte permite visualizar a evolução da expectativa de vida do brasileiro ao nascer, no período compreendido entre 1940 e 2016. 📈

Estes dados mostram claramente que, enquanto na década de 40 a maior parte das pessoas morria antes da aposentadoria, a realidade hoje é completamente diferente.

gráfico aposentadoria ao longo das décadas

Por outro lado, em função, principalmente, dos avanços da medicina, um significativo número de pessoas atinge as condições de aposentadoria apresentando boa saúde física e mental.

A consideração simultânea dessas duas condições nos leva a uma conclusão indiscutível: é cada vez maior o número de pessoas que perdem sua identidade corporativa (isto é, deixam de trabalhar) e que possuem plena capacidade física e mental para continuar exercendo atividades profissionais, participar de programas de voluntariado ou simplesmente realizar velhos sonhos que nunca puderam ser concretizados antes por diversas razões. 💭

Essas novas atividades, no entanto, não podem, nem devem, ser decididas apenas quando as pessoas já entraram na terceira idade, sob pena de se apoiar a escada no muro errado. Pelo contrário: para sabedores que, mais cedo ou mais tarde, deverão enfrentar esta situação, o mais lógico é que as atividades a serem realizadas nesta fase da vida tenham sido planejadas com antecedência.

Assim, nos dias atuais, a pergunta “O que você quer ser quando envelhecer?” é, certamente, necessária e pertinente!

Isto nos mostra, de forma inconteste, que construir um Plano de Vida que contemple essa fase da vida continua sendo essencial, da mesma forma que o é para qualquer outra etapa da nossa existência.

Como sabemos, o Plano de Vida é produto de um processo denominado Planejamento Estratégico Pessoal, que é composto pelas seguintes etapas principais.       

Plano de Vida é produto de um processo denominado Planejamento Estratégico Pessoal

Assim, se você ainda não possui um Plano de Vida e está perto da sua aposentadoria, não perca tempo. Inicie imediatamente a construção do seu Plano Estratégico Pessoal, de forma a estabelecer os objetivos e metas que deseja alcançar no futuro. Não permita que a inatividade ou a depressão tirem o brilho do resto da sua vida. 💫

Conheça um Caso Real

De acordo com uma publicação do portal G1 de Rio Preto e Araçatuba, uma senhora idosa realizou seu sonho e se formou em Pedagogia, aos 81 anos. 🎓

Dona Thereza, como é conhecida, mora em Catanduva (SP), e trabalhava como merendeira em uma escola da cidade. Encantava-se com as crianças e com a vontade delas de aprender.

Diferente das avós “convencionais”, que fazem almoço de domingo, bolos para o café da tarde e crochês, Dona Thereza trocou as atividades de avó por uma faculdade de pedagogia. 📚

Segundo ela, o apoio da família e uma vontade incansável de estudar foram pontos importantes para que ela voltasse à sala de aula. 

Ela começou a faculdade em 2015, depois de ficar em 15º lugar no vestibular. O sonho de se formar sempre existiu, mas só se concretizou depois de se aposentar. 

“Eu me aposentei e pensei que não podia ficar parada. Então, fiz três anos de supletivo e concluí o ensino médio”, afirma. 📖

Ao relembrar o passado, Dona Thereza explica que nunca parou de estudar. Antes de passar no concurso público para ser merendeira da escola, ela fazia aulas particulares, e depois que se aposentou, aos 70 anos, foi atrás de terminar os estudos. 

Depois do supletivo, ela contou ao G1 que fez três meses de um curso Técnico em Química, mas não terminou por causa da dificuldade da matéria. Com isso, começou outro curso, desta vez Técnico em Administração de Empresas, e pegou o diploma no início de 2015. 👩‍💼

Foi então que começou a faculdade de pedagogia, onde convivia diariamente com pessoas mais novas e com quem compartilhava experiências. 

“Às vezes, eles até falavam brincando para eu ir fazer crochê, mas eu não gosto disso, eu gosto de estudar”, conta. 🧶

Segundo a neta de Dona Thereza, Aline Alduino, a avó sempre gostou de ficar com as pessoas mais novas e nunca parou no tempo. Ela conta que a avó gosta de estudar, mas gosta mais ainda de pesquisar receitas e assuntos interessantes pelo celular. 

“Ela é uma pessoa que gosta muito de ficar entre os jovens. Gosta de estar por dentro e nunca parou no tempo, tanto é que ela usa bastante o celular para procurar as coisas, como receitas e assuntos interessantes. Por mais que nunca faça a receita, gosta de estar por dentro”, conta a neta. 📱

Dona Thereza diz que tem facilidade para procurar as coisas no celular, mas quando tinha que fazer alguma atividade da faculdade no computador, quem ajudava era a filha que mora com ela. 

Aline ainda afirma que a avó anotava tudo sobre as aulas no caderno e muitas vezes trocava o lazer pelos estudos. 

“Ela anotava tudinho. O caderno sempre muito completo. Não ia para a faculdade só para marcar presença. Além disso, quando a gente chama ela para viajar, ela não vai. Chamar para ir a algum restaurante é muito difícil de ela ir. Na faculdade, nunca faltou um dia ”, conta Aline. 📝

Após a faculdade, seu sonho é fazer uma pós-graduação em psicopedagogia para poder dar palestras pela cidade.

Projetos para depois da aposentadoria

De acordo com uma publicação do portal G1, postada em 23/06/2019, Mariza Tavares entrevista Elena Martinis, que atua na área de pós-carreira, orientando pessoas a buscarem novos caminhos profissionais. 🆕

De acordo com Elena Martinis, “Quando falamos da fase pós-aposentadoria, temos dois grupos bem distintos: um mais protegido e o outro, não”, explica. “O primeiro normalmente tem mais anos de estudo e conseguiu acumular uma reserva financeira. O segundo é o dos desprovidos, que perderam o emprego e não conseguiram se recolocar. Há grandes diferenças entre eles, mas, em comum, há o fato de que todos estão fora do mercado de trabalho, despojados do sobrenome corporativo. Mesmo quem entrou num PDV (programa de demissão voluntária)”.

Ela lamenta que as empresas descartem essa mão de obra experiente: “perdem em diversidade, é um desperdício de talentos”. Mas sua maior preocupação é com os indivíduos que são destituídos não só da identidade social, mas também de um senso de propósito: “é um baque e muitos entram em depressão. As pessoas ficam sem chão, sem dinheiro, sentem-se sem valor”, afirma. 😔

Na reflexão que propõe, Elena sugere que as pessoas pensem em cinco frentes que podem funcionar como um ponto de partida: “em primeiro lugar, o hobby pode se tornar uma fonte para complementar a renda. Pode ser marcenaria ou montagem de festas infantis. Conheci um rapaz que recuperou a receita de um bolinho que a avó fazia”. Para os que se dedicam a ajudar os filhos na criação dos netos, a coach lembra que o cuidado é um campo de atuação que pode se transformar numa atividade, como cuidar de idosos, ou de animais de estimação. Há ainda quem queira voltar a estudar ou ser voluntário. Para os que pensam em abrir uma empresa, cita o Sebrae, existe uma área voltada para o empreendedorismo sênior. Enfatiza que a experiência adquirida em décadas de trabalho representa uma ferramenta valiosa: “o que uma pessoa aprendeu, por exemplo, sobre gestão, logística ou distribuição, em seu antigo emprego, vai ajudar na formatação do próprio negócio”. 👔

Uma Mensagem Final

A PERSPECTIVA Consultores Associados estuda e pesquisa este tema há muito tempo, e tem plena convicção de quanto o Planejamento Estratégico Pessoal pode ser útil e importante para um grande número de pessoas.

É exatamente essa convicção que nos levou a decidir desenvolver um Programa de Planejamento Estratégico Pessoal, o qual visa a auxiliar aquelas pessoas que sentem alguma dificuldade para elaborar seu Plano Estratégico Pessoal sozinhas.

O Programa é composto por seis etapas e dezoito módulos sequenciais que abordam todos os aspectos envolvidos no processo de elaboração do Plano de Vida ou Plano Estratégico Pessoal.

Se você deseja conhecer mais detalhes sobre o Programa de Planejamento Estratégico Pessoal da Perspectiva Consultores Associados, basta entrar em contato conosco através do e-mail perspectiva@perspect.com.br.

Esperamos que o conteúdo deste post tenha sido de seu interesse, estimulando-o a conhecer outros assuntos vinculados ao processo de Planejamento Estratégico Pessoal.  

Esperamos também sua visita frequente ao nosso blog e contamos com você para compartilhar os conteúdos nele apresentados com seus familiares, amigos, colegas de trabalho, etc., através das redes sociais das quais você participa. Desta forma, poderemos contribuir para a melhoria da qualidade de vida de um número significativo de pessoas.

Por favor, deixe seus comentários abaixo. Eles serão sempre do nosso interesse e de todos nossos leitores, ajudando-nos a melhorar de forma continua o conteúdo do blog. 🙂

Deixe seu comentário