Por que elaborar seu Plano Estratégico Pessoal

2 de fevereiro de 2017 - Planejamento Estratégico Pessoal

Antigamente, no tempo dos nossos pais e avós, a vida era muito mais pacata do que hoje. A frequência, velocidade e profundidade de grandes mudanças eram muito pequenas se comparadas com os dias atuais. Existem diversos indicadores que apontam nesta direção, tais como: casamentos únicos e duradouros; empregos estáveis e de longa duração; poucas mudanças de cidade ao longo da vida; menos alternativas de formação profissional; menos acesso à informação; menos concorrência; etc.

Este tipo de vida se caracterizava muito mais pela constância do que pela mudança, pela previsibilidade muito mais do que pela incerteza e pela segurança, muito mais do que pelo risco.

Conforme afirma Fran Christy, “se por um lado essa ausência de mudanças lhes fornecia segurança, por outro, o marasmo, a previsibilidade e a retilinearidade da vida eram a raiz de muitos casos de depressão, falta de motivação e uma sensação de falta de sentido”.

Estas condições mudaram radicalmente ao longo do tempo e hoje pode se afirmar que as características da vida moderna são extremamente opostas. Mudanças frequentes e significativas, correria do dia-a-dia, instabilidade afetiva e profissional, excesso de informações, globalização, concorrência elevada, violência e insegurança, dependência tecnológica no trabalho e nas comunicações e riscos diversos são apenas algumas das características da vida moderna.

No tempo dos nossos pais e avós poderíamos afirmar que o planejamento estratégico pessoal teve, em termos relativos, muito menos importância do que nos dias de hoje, exatamente pelas características da vida previsível e pacata que eles levaram, tanto é assim, que existem muito poucos relatos de experiências deste tipo há 20 ou 30 anos atrás.

No entanto, nos dias de hoje, é evidente que o planejamento estratégico pessoal se tornou uma ferramenta essencial para lidar com as características antes comentadas e para ter sucesso pessoal e profissional, equilibrando todos os aspectos essenciais da vida, com o intuito de atingir nossos objetivos e alcançar a plenitude, a realização e, em consequência, a felicidade.

Porém, quando o modelo de planejamento estratégico pessoal se aplica à vida pessoal de cada um de nós, conforme afirma Fran Christy – uma das maiores especialistas em planejamento estratégico pessoal – “Uma das dúvidas mais comuns é em relação à sua validade num mundo cheio de surpresas, mudanças inesperadas, urgências, acidentes de percurso e influências externas. Muitas pessoas deixam de planejar por acreditarem que as forças externas em suas vidas atuam de tal forma que as impediriam cumprir o planejado. Outras argumentam que na vida não vale a pena planejar, que você deve seguir o fluxo e esperar que a vida lhe traga o que ela quiser”.

Certamente, elaborar seu Plano Estratégico Pessoal não lhe oferece nenhuma garantia plena de que você atingirá seus objetivos, conforme planejado. Mas, não planejar significa que definitivamente você jamais alcançará seus objetivos e a plenitude e realização que almeja para sua vida.

As pessoas que resistem a elaborar um Plano Estratégico Pessoal, o fazem por uma ou mais das razões seguintes:

  • Desconhecimento do que é planejamento estratégico pessoal;
  • Medo do fracasso, esquecendo que só erra quem faz;
  • Desconhecimento das ferramentas de planejamento estratégico pessoal;
  • Desconhecimento da sua responsabilidade como arquiteto do seu próprio destino;
  • Falta de interesse ou força de vontade para sair da sua área de conforto;
  • Desconhecimento de casos de sucesso de pessoas que tem o hábito de planejar.
  • Tentativas anteriores malsucedidas;
  • Influência de opiniões de terceiros.

No livro Alice no País das Maravilhas, de autoria de Lewis Carroll, é possível ler o seguinte trecho:

“No decorrer da viagem, Alice encontra muitos caminhos que seguiam em várias direções. Em dado momento, ela perguntou a um gato sentado numa árvore:

– Podes dizer-me, por favor, que caminho devo seguir para sair daqui?

– Isso depende muito de para onde queres ir – respondeu o gato.

– Eu não sei.

O gato, então, respondeu sabiamente:

– Sendo assim, qualquer caminho serve.

É exatamente isto que ocorre com muitas pessoas que, como Alice, não sabem aonde querem chegar na vida e que, embora tenham sonhos, eles nunca se transformam em objetivos a serem perseguidos.

Estas pessoas não acreditam na capacidade que todos nós possuímos de ser o arquiteto do nosso próprio destino e, em consequência, se tornam dependentes de terceiros que sugerem ou impõem o que elas devem ser, ter ou fazer. Elas, com frequência, são enganadas e exploradas por adivinhos, cartomantes, astrólogos, etc.

Estes indivíduos, com frequência, não assumem a responsabilidade pelos próprios atos e preferem culpar a terceiros pelo que lhes acontece. Entre os culpados mais citados cabe destacar: a família, a empresa na qual trabalha, seu chefe, a forma como foram criados, as dificuldades da infância, os amigos, o governo, a falta de sorte, a igreja que frequentam e, até mesmo, Deus.

Apesar de existirem essas opiniões resistentes em relação ao planejamento estratégico pessoal, inúmeros exemplos mostram claramente que ele é o caminho mais curto e eficiente para ter sucesso nos diversos aspectos essenciais da vida.

Segundo afirma Fran Christy, “A primeira atitude a ser adotada por uma pessoa que deseja tomar as rédeas da própria vida é se tornar proativa, ou seja, assumir que seu destino está em suas mãos e tomar a iniciativa para realizar o que deseja. Se você não consegue definir para onde quer ir neste momento, isso não significa que nunca poderá saber. Por mais difícil que possa ser a sua situação, desistir de tentar não pode ser uma alternativa”.

A autora lembra, ainda, o ditado “Não deixe de rir por medo de chorar” e afirma “Ele se aplica aqui. Por que deixar de planejar só porque as coisas podem não dar certo? Se não der certo, tente de novo! Se você observar histórias de pessoas bem-sucedidas, você não verá um só caso em que o sucesso ocorreu em uma linha reta, sem um tropeço, sem um erro, sem um obstáculo”.

Apesar disto, é frequente ouvir o argumento de que o volume de mudanças, bem como a velocidade com que elas ocorrem hoje em dia são tão significativas que é impossível que as coisas ocorram conforme planejado.

De fato, a correria da vida moderna deixa muita gente estressada. Mudanças são cada dia mais frequentes e, às vezes, até imprevisíveis.

Paradoxalmente, no entanto, é nesses momentos que o planejamento estratégico pessoal se torna indispensável. Para construir seu próprio destino neste tipo de situação é preciso agir de forma proativa, tomando as rédeas da sua vida. Quanto mais importantes sejam as mudanças que você deseja realizar na sua vida e quanto mais ambiciosos seus objetivos, maior é a necessidade de planejar estrategicamente. Caso contrário, o fracasso será o resultado mais provável.

O fato é que num ambiente de mudanças constantes, só o que é planejado é realizado e principalmente, somente com um plano as coisas acontecem como VOCÊ quer.

Certamente, você deve conhecer a música “Deixa a vida me levar”, de autoria de Serginho Meriti e popularizada pelo cantor Zeca Pagodinho.  Ela representa muito bem a opinião daqueles que acreditam que na vida não vale a pena planejar.

A tabela abaixo mostra, na coluna da esquerda, a letra original desta música e, na coluna da direita é apresentada uma nova versão da letra, a qual representa a opinião daqueles que, como nós, acreditam firmemente na necessidade e conveniência de planejar nossa vida.

Esperamos que este post tenha sido útil e esperamos encontrá-lo no próximo.

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