É Preciso Acreditar e Agir

14 de janeiro de 2018 - Planejamento Estratégico

Durante a execução do Plano Estratégico, certamente surgirão diversas dificuldades e obstáculos que deverão ser superados para seguir em frente, o que demandará uma grande dose de disciplina e perseverança.

As dificuldades e os obstáculos costumam gerar, em muitos casos, a desistência. Esperamos que não seja este o caso da sua empresa.

A experiência adquirida ao superar dificuldades, obstáculos e desafios que surgem durante a execução do Plano Estratégico, será um valioso patrimônio da empresa, além de permitir criar, ao longo do tempo, um banco de dados de melhores práticas, facilitando a execução de novas versões do Plano no futuro.

Assim como ocorre com as pessoas, os donos, diretores e gestores de uma empresa são os únicos responsáveis pela situação em que ela se encontra. Sendo assim, só eles poderão fazer com que ela sobreviva, cresça e se desenvolva. Neste contexto, é fundamental que a organização não poupe esforços para ser bem sucedida na execução do seu Plano Estratégico, o que lhe permitirá se colocar cada vez mais perto do futuro desejado.

Para que isto ocorra, ela deve agir, preferencialmente de forma proativa, em relação às circunstâncias impostas pelo mercado, pela legislação, pela concorrência, pela inovação tecnológica, etc.

Agora que a empresa já conhece o “caminho das pedras” e elaborou seu Plano Estratégico, resta apenas colocá-lo em prática.

Gandhi tinha uma meta: libertar seu povo do domínio inglês. Tinha também uma estratégia: a não violência. Sua autoconfiança foi tanta, que atingiu a sua meta sem derramamento de sangue. Ele não só acreditou que era possível, mas, também agiu com segurança.

Madre Teresa também tinha uma meta: socorrer os pobres abandonados de Calcutá.  Acreditou, agiu, e superou a meta inicial, socorrendo pobres do mundo inteiro.

Albert Schweitzer traçou sua meta e chegou lá. Deixou sua imensa popularidade e o conforto da cidade grande e se embrenhou na selva da África para atender os nativos, no mais completo anonimato.

Como estes, teríamos outros tantos exemplos de homens e mulheres que não só acreditaram, mas que tornaram realidade seus planos de felicidade e redenção particular.

E sua empresa? Está remando com firmeza para atingir seus objetivos estratégicos e o futuro desejado?

Se o barco da autoconfiança está parado no meio do caminho ou andando em círculos, é hora de tomar uma decisão e impulsioná-lo com força e com vontade. Lembre que só poderá acioná-lo utilizando-se dos dois remos: agir e acreditar.

Por oportuno, cabe aqui lembrar uma frase de Samuel Johnson, escritor e pensador inglês. Ele afirmou que “As grandes obras da humanidade são executadas, não pela força, mas pela perseverança.”

Conheça a estória apresentada a seguir, a qual ilustra muito bem este aspecto.

Um viajante caminhava pelas margens de um grande lago de águas cristalinas e imaginava uma forma de chegar até o outro lado, onde era seu destino.

Suspirou profundamente, enquanto tentava fixar o olhar no horizonte. A voz de um homem de cabelos brancos quebrou o silêncio momentâneo, oferecendo-se para transportá-lo. Era um barqueiro.

O pequeno barco envelhecido, no qual a travessia seria realizada, era provido de dois remos de madeira de carvalho. O viajante olhou detidamente e percebeu o que pareciam ser letras em cada remo. Ao colocar os pés empoeirados dentro do barco, observou que eram mesmo duas palavras. Num dos remos estava entalhada a palavra “acreditar” e no outro “agir”.

Não podendo conter a curiosidade, perguntou a razão daqueles nomes originais dados aos remos.

O barqueiro pegou o remo, no qual estava escrito acreditar, e remou com toda força. O barco, então, começou a dar voltas sem sair do lugar em que estava. Em seguida, pegou o remo em que estava escrito agir e remou com todo vigor. Novamente o barco girou em sentido oposto, sem ir adiante.

Finalmente, o velho barqueiro, segurando os dois remos, movimentou-os ao mesmo tempo e o barco, impulsionado por ambos os lados, navegou através das águas do lago, chegando calmamente à outra margem.

Então o barqueiro disse ao viajante:

– Este barco pode ser chamado de autoconfiança. E a margem é a meta que desejamos atingir.

– Para que o barco da autoconfiança navegue seguro e alcance a meta pretendida, é preciso que utilizemos os dois remos ao mesmo tempo e com a mesma intensidade: agir e acreditar.

Não basta apenas acreditar, senão, o barco ficará rodando em círculos, é preciso também agir para movimentá-lo na direção que nos levará a alcançar a nossa meta.

Agir e acreditar. Impulsionar os remos com força e com vontade, superando as ondas e os vendavais e não esquecer que, por vezes, é preciso remar contra a maré.

 

 

 

Deixe seu comentário